
O papel da mulher na Guerra Civil Espanhola foi delineado tanto pela sociedade que a circundava quanto pelas escolhas políticas que estas tinham, um bom exemplo disto foi Dolores Ibarruri. Nascida na pobreza das minas da Espanha, em uma família de 11 filhos, fez suas escolhas políticas ainda jovem. Aos 23 anos, em 1918, escreveu um artigo “ El Minero Vizcaino” que a deixou conhecida em toda a Espanha pelo pseudônimo: La Pasionaria, que a acompanharia por toda a vida.
Aos 25 anos filiou-se ao Partido Comunista Espanhol, e depois, em seu sucessor, o Partido Comunista da Espanha, na qual tornou presidente em 1942. Trabalhou em todos os setores do partido, na clandestinidade e na legalidade. Foi eleita deputada pelas Astúrias em 1936, para as cortes (parlamento), e sem dúvida, foi a maior representante do comunismo em seu país, sendo uma mulher a sua frente. Durante a guerra Civil Espanhola, a figura da Pasionata, seus discursos, sua força e coerência despertaram um verdadeiro sentimento de paixão no povo espanhol. Seu grito de “No pasarán!” tornou-se o grito de todos que lutavam contra o Fascismo. Perdida a guerra mudou-se para a URSS e somente após a morte de Franco retorna a Espanha. Morreu em 1989, aos 94 anos, como presidente honorária do partido comunista, porém seus gritos até hoje ecoam nas mentes dos que acreditam em um mundo mais justo.
Para saber mais: http://andarurbano.blogspot.com/2008/11/si-si-si-dolores-madrid.html

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