O inicio do século XX na Espanha foi marcada por intensa ebulição, a guerra civil espanhola, que dividiu o país entre nacionalistas e republicanos e foi considerada por alguns como o “grande ensaio” para a Segunda Guerra Mundial. De um lado, monarquistas, exército, grandes proprietários de terra e igreja católica não se conformavam com o resultado e com as primeiras medidas dos republicanos. De outro, sindicatos, partidos e facções esquerdistas exigiam reformas sociais em ritmo intenso.
Em julho de 1936, o general Francisco Franco liderou um levante militar partindo de Marrocos em direção a Madrid. Todos esperavam que o confronto acabasse rápido, porém, durou três anos.
Intelectuais e artistas de todo o mundo participaram da guerra, alguns não se limitaram a ser apenas observadores externos e participaram ativamente nas frentes de batalha como André Malraux, George Orwell e John Cornford e outros passaram um período na Espanha como Ernest Hemingway que atuou como repórter de guerra, John Dos Passos, Pablo Neruda e Antoine de Saint-Exupéry. "Foi a primeira guerra midiática da história", explicou Josep Buades. Na década de 1930, o cinema já era sonoro. Antes da exibição dos filmes, havia a projeção de documentários com notícias internacionais. "Para uma população que não estava acostumada com as imagens como nós estamos hoje, isso teve um impacto muito forte", afirmou o historiador. Também pode ser considerada, para Buades, a última "guerra romântica da história". Em poucas guerras tantos intelectuais pegaram em fuzis e partiram para o front para lutar diretamente contra o inimigo.

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